Jovem denuncia agressão no centro de Itapeva e relata insultos homofóbicos durante retorno do trabalho
Vítima afirma ter sido atacada sem motivo e diz que
agressor já protagonizou outras situações de violência na região
Um jovem de Itapeva afirma ter sido agredido neste fim de semana, enquanto retornava do trabalho pelo centro da cidade.
Exausto após o expediente que terminou por volta de 0h15 e ainda se recuperando
de uma gripe, ele relatou que foi surpreendido por um homem que, segundo
testemunhas, já teria histórico de comportamentos agressivos na região. Além
dos golpes, o rapaz teve o patinete elétrico quebrado — seu principal meio de transporte
para o trabalho.
De acordo com o depoimento, tudo começou quando ele passou
pelo local usando fones de ouvido. O agressor teria dito algo, mas, sem ouvir
claramente, o jovem acreditou que fosse apenas alguma brincadeira comum entre
seguidores que o reconhecem nas ruas. Ao perguntar “é comigo?”, o homem avançou
contra ele, desferindo socos e proferindo insultos homofóbicos. Um dos golpes
cortou a área próxima à orelha da vítima, que afirma não ter reagido em nenhum
momento. “Eu só queria ir embora, estava cansado. Não sou de briga”, relatou.
O ataque, registrado em vídeo, mostra o jovem tentando
segurar o patinete e se afastar, mas o agressor o impede repetidas vezes. A
situação só terminou quando pessoas que passavam pelo local intervieram.
Segundo esses moradores, o autor da agressão já teria quebrado vidros de
estabelecimentos comerciais e até provocado situações de risco envolvendo
crianças. Há relatos de que ele já teria causado confusões na mesma região.
Abalado, o jovem afirmou estar psicologicamente fragilizado
após o episódio. “Meu corpo não dói, mas minha cabeça está aflita. Nunca passei
por algo assim”, disse. Apesar do choque, ele declarou que registrará boletim
de ocorrência, seguindo orientação de amigos e conhecidos. O patinete — seu
único bem de valor, utilizado para trabalhar — ficou danificado.
O jovem,
por sua vez, reforça que não deseja revidar ou alimentar sentimentos de ódio:
“Poderia ter reagido, mas quem ia estar respondendo depois era eu. Só quero
ficar bem.”

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