Polícia

Furtos e estupros lideram estatísticas criminais no primeiro semestre de 2025 em Itapeva

Município registrou mais de 300 furtos e quase 30 casos de estupro de vulnerável nos seis primeiros meses do ano; homicídios seguem em patamar baixo

Itapeva encerrou o primeiro semestre de 2025 com números preocupantes nas ocorrências de crimes patrimoniais e contra a dignidade sexual, segundo dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Entre janeiro e junho, foram contabilizados 302 furtos. Na sequência, os casos de estupro de vulnerável somaram 29 ocorrências no mesmo período.

O balanço, revela que, apesar do número reduzido de homicídios dolosos — apenas dois casos registrados nos primeiros seis meses do ano —, a criminalidade de natureza não letal segue como desafio constante para as forças de segurança. Os furtos representam a esmagadora maioria dos crimes patrimoniais cometidos, enquanto os roubos, que somaram 19 ocorrências no semestre, indicam uma atuação criminosa menos violenta, mas não menos danosa à população.

A violência sexual aparece como uma das maiores preocupações no cenário criminal de Itapeva. Somados os casos de estupro comum e estupro de vulnerável, o total chegou a 32 registros até junho. A maior parte dessas ocorrências envolve vítimas crianças ou adolescentes, o que evidencia um quadro de vulnerabilidade extrema e reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção infantojuvenil e ao acolhimento das famílias em situação de risco.

Outro dado que chama atenção é o alto índice de lesão corporal dolosa: foram 193 casos registrados no semestre. Já os casos de lesão corporal culposa em acidentes de trânsito somaram 117, sinalizando que tanto os conflitos interpessoais quanto a imprudência no trânsito continuam sendo causas expressivas de acionamento das forças policiais no município.

O tráfico de drogas, por sua vez, contabilizou 13 ocorrências no período, número que pode estar associado a subnotificação, retração pontual nas ações de repressão ou deslocamento das atividades ilícitas para cidades vizinhas. Casos de ameaça (34 registros) e porte de drogas (12) também foram destacados no levantamento, compondo o cenário de delitos recorrentes que afetam diretamente a segurança cotidiana.

Os números não apenas revelam as fragilidades da estrutura de segurança local, mas impõem a necessidade de atuação mais firme e coordenada por parte do poder público, com foco na redução dos crimes de maior impacto social.

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