Polícia

Suspeito de feminicídio é preso em Itapeva seis meses após assassinato da ex-esposa

Allan Queiroz Garcia, de 46 anos, foi capturado nesta quarta-feira (11) após meses foragido; crime brutal contra Lisandra Aparecida da Silva, de 38 anos, chocou a zona rural da cidade no início do ano

Seis meses após o assassinato brutal de Lisandra Aparecida da Silva, de 38 anos, a Polícia Civil de Itapeva prendeu, na tarde desta quarta-feira, 11 de junho, o principal suspeito do crime: seu ex-companheiro, Allan Queiroz Garcia, de 46 anos. A captura foi registrada no Plantão da Delegacia de Polícia de Itapeva como cumprimento de mandado de prisão preventiva. O crime, ocorrido em 4 de janeiro deste ano, foi tratado desde o início como feminicídio, e causou forte comoção em toda a região.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), o ex-companheiro da vítima estava foragido desde a data do crime, quando, após uma briga entre o casal, Lisandra foi encontrada morta em avançado estado de decomposição na zona rural de Itapeva. A polícia já havia reunido indícios suficientes para que a Justiça expedisse o mandado de prisão. Desde então, as buscas pelo suspeito vinham sendo intensificadas por diferentes unidades policiais.

O relacionamento entre vítima e suspeito durou quase duas décadas. Segundo Daniele Cristina de Lima Campos, irmã de Lisandra, o casamento já havia terminado, mas o homem não aceitava o fim. “A Lisandra foi embora para Sorocaba, mas ele foi atrás, prometeu mudança, mentiu e a trouxe de volta para a morte”, relatou em entrevista concedida dois meses após o crime. Daniele também relatou que a última vez que a mãe conversou com a filha foi no dia 31 de dezembro. No dia seguinte, as ligações não foram mais atendidas.

O corpo de Lisandra foi localizado em 4 de janeiro. Desde então, familiares da vítima travaram uma luta por justiça. “Ela não vai voltar. Temos que nos acostumar com a falta, com a saudade, com o tempo perdido que poderíamos ter aproveitado mais”, lamentou Daniele. A prisão de Allan foi recebida como um alívio por parte da família, mas a dor da perda continua presente. “Nada e nem ninguém vai trazer ela de volta, porém queremos justiça! Que o assassino pague pelo que fez”, declarou a irmã.

Agora sob custódia, Allan Queiroz Garcia deverá responder por feminicídio qualificado. O inquérito será concluído pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itapeva, que acompanha o caso desde o início. A expectativa é de que, com a prisão, o Ministério Público apresente denúncia formal em breve e o processo avance para julgamento. Familiares e amigos da vítima esperam que a Justiça seja feita, e que a morte de Lisandra não se torne apenas mais um número em uma estatística cruel.

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