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Vereadora denuncia focos de dengue e desperdício de recursos em prédio da Secretaria de Educação

Materiais escolares jogados ao ar livre acumulam água parada e funcionários da pasta relatam estarem ociosos por falta de transporte

A vereadora Áurea denunciou, na sessão desta quinta-feira, 20 de fevereiro, uma situação alarmante envolvendo a Central de Distribuição da Secretaria Municipal de Educação. Na manhã do mesmo dia, a parlamentar flagrou inúmeros focos de dengue em um depósito improvisado de mobiliário inutilizado, localizado nas dependências externas do prédio público. O vídeo, apresentado no plenário, escancarou o descaso com o patrimônio público e os riscos à saúde da população.

As imagens mostram cadeiras, armários e mesas abandonados no mato, expostos à chuva e acumulando água parada — cenário perfeito para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A vereadora criticou a negligência da gestão e destacou que os itens poderiam ser reutilizados, reformados ou leiloados, em vez de simplesmente serem descartados de forma irregular, gerando prejuízo aos cofres públicos.

"Enquanto a prefeitura cobra que os cidadãos façam sua parte contra a dengue, aqui temos um prédio público servindo de criadouro para o mosquito. Além disso, são bens que poderiam estar sendo usados por escolas ou vendidos, evitando desperdício de dinheiro público", criticou Áurea.

Além do acúmulo de materiais, a vereadora revelou outra irregularidade no local. Durante a visita, funcionários da Secretaria de Educação foram encontrados parados, sem qualquer atividade, sob a justificativa de que não havia caminhão disponível para transportá-los até o local onde deveriam cumprir expediente. Segundo os relatos, há pelo menos três dias, os trabalhadores estavam sem função, aguardando ordens na Central de Distribuição sem qualquer previsão de deslocamento.

A situação levanta questionamentos sobre a gestão dos recursos humanos e logísticos da secretaria. “Não faz sentido deixar servidores parados quando há tanto trabalho a ser feito. Isso compromete a eficiência do serviço público e prejudica toda a cidade”, pontuou a vereadora.

Diante das denúncias, a parlamentar defendeu a abertura de um processo administrativo para apurar responsabilidades. O objetivo é identificar quem deu a ordem para que servidores públicos ficassem sem função durante o expediente e investigar as falhas na destinação do mobiliário abandonado.

A equipe do Jornal No Alvo, solicitou pedido de informação aos órgãos competentes e aguarda respostas.

 

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