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Prefeitura de Itapeva remove casas em área de risco e avança na recuperação ambiental do Córrego Aranha

 Ação integra esforço conjunto para garantir segurança dos moradores e recuperação ambiental do Córrego Aranha

A Prefeitura de Itapeva realizou, na manhã desta terça-feira, 18 de fevreiro, a demolição de moradias situadas em área de risco no Córrego Aranha, na Vila Bom Jesus. A medida encerra um processo de realocação de famílias que, anteriormente, residiam no local e foram transferidas para novas habitações no Jardim Bonfiglioli e Morada do Bosque.

A prefeita, acompanhada de equipes da Defesa Civil, Secretaria de Desenvolvimento Social, Obras e Serviços, além da Guarda Municipal, destacou a importância da ação para a segurança da população e a recuperação ambiental da região. "Este era um ponto histórico de enchentes, onde casas foram construídas em local inadequado, numa área de preservação. Agora, essas famílias já vivem com dignidade em novos bairros, e cabe ao Poder Público finalizar o processo com a remoção dessas construções", afirmou a chefe do Executivo municipal.

Além do risco geológico e das recorrentes inundações, a permanência das edificações desocupadas favorecia o descarte irregular de lixo e a utilização dos imóveis abandonados para atividades ilícitas. "Ocupações irregulares como essas, além do perigo evidente, acabam servindo de esconderijo para criminosos e prejudicando a segurança pública", reforçou a prefeita.

A operação foi conduzida em conjunto pelas Secretarias de Obras e Serviços, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Defesa Social, Desenvolvimento Social e Administrações Regionais. Segundo a Prefeitura, as remoções ocorrem também em cumprimento ao inquérito civil nº 14.0295.0000388/2019, que determina a proteção dos moradores contra situações de risco e prevê a recuperação ambiental da área de preservação permanente no entorno do Córrego Aranha.

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As estruturas demolidas estavam situadas na chamada "Favela do Pilão d'Água", ponto crítico das inundações que atingiam a Vila Bom Jesus. Segundo relatos da administração municipal, o córrego frequentemente transbordava, alagando as residências construídas às margens. Com as demolições, a expectativa é de que a área seja requalificada, contribuindo para o equilíbrio ambiental e evitando novas ocupações irregulares.

A Prefeitura informou que continuará monitorando a região para evitar novas construções ilegais e reforçou a necessidade de políticas habitacionais que garantam moradia digna a famílias em situação de vulnerabilidade.

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