Ministério da Saúde inclui fraldas geriátricas e medicamento para diabetes na lista de gratuidade do programa Farmácia Popular
Entre as novidades da ampliação, estão a inclusão das
fraldas geriátricas para pessoas com 60 anos ou mais e da dapagliflozina,
medicamento essencial para o tratamento de diabetes associada a doença
cardiovascular
O governo federal deu um passo significativo para ampliar o
acesso da população a medicamentos essenciais. A ministra da Saúde, Nísia
Trindade, anunciou nesta quinta-feira (13), durante o Encontro de Novos
Prefeitos e Prefeitas, a total gratuidade do Programa Farmácia Popular. A
partir de agora, todos os 41 itens disponíveis no programa serão distribuídos
gratuitamente nas farmácias credenciadas, beneficiando diretamente mais de um
milhão de pessoas por ano.
A medida tem impacto imediato, sobretudo entre os idosos,
que antes precisavam arcar com uma parte dos custos de alguns medicamentos e
insumos. Agora, esses itens serão acessíveis sem qualquer custo. Entre as
novidades da ampliação, estão a inclusão das fraldas geriátricas para pessoas
com 60 anos ou mais e da dapagliflozina, medicamento essencial para o
tratamento de diabetes associada a doença cardiovascular.
“Estamos acrescentando na gratuidade as fraldas geriátricas,
ou seja, estamos falando também do envelhecimento da população. Eu sei a real
importância dessa ação. Tivemos mais de 24 milhões de pessoas beneficiadas em
2024 e vamos aumentar ainda mais esse alcance, principalmente nas áreas mais
remotas desse país”, destacou a ministra.
Nos últimos dois anos, o governo federal ampliou
significativamente o atendimento do Farmácia Popular. Entre 2022 e 2024, o
número de beneficiários cresceu quase 20%, saltando de 20,7 milhões para 24,7
milhões de pessoas atendidas. Com o avanço da gratuidade, a tendência é que
esse número aumente ainda mais.
Além da distribuição gratuita, Nísia Trindade também
anunciou uma nova fase de credenciamento para farmácias privadas. A iniciativa
visa expandir a rede do programa para 758 municípios que ainda não contavam com
estabelecimentos conveniados. “Esse programa estava destruído no governo
anterior, com relatórios do TCU e CGU, mas graças à Emenda da Transição e ao
empenho do presidente Lula, conseguimos retomá-lo”, afirmou a ministra.
O credenciamento de novas farmácias havia sido interrompido
por oito anos e foi retomado em 2023. A prioridade tem sido dada a municípios
de maior vulnerabilidade social e que aderiram ao programa Mais Médicos.
Atualmente, o Farmácia Popular está presente em 4.812 municípios, cobrindo 97%
da população e dispondo de mais de 31 mil farmácias credenciadas.
Desde 2023, o programa passou por diversas melhorias.
Inicialmente, apenas os medicamentos para asma, diabetes e hipertensão eram
distribuídos gratuitamente. No ano passado, todos os beneficiários do Bolsa
Família passaram a ter acesso sem custo aos 40 medicamentos do programa. Essa
iniciativa beneficiou diretamente cerca de 55 milhões de brasileiros.
A política de acesso gratuito também incluiu medicamentos
indicados para o tratamento da osteoporose e contraceptivos, garantindo
atendimento a mais de 5 milhões de mulheres que anteriormente arcavam com
metade do custo dos produtos. Outro avanço foi a inclusão do programa Dignidade
Menstrual, iniciado em 2024, que distribuiu 240 milhões de absorventes a 2,1
milhões de pessoas de baixa renda, com um investimento de R$ 119,7 milhões.
Os investimentos no Farmácia Popular também cresceram
substancialmente. Em 2024, o orçamento do programa foi de R$ 3,6 bilhões,
superando os R$ 3,1 bilhões de 2023 e os R$ 2,5 bilhões de 2022. Para 2025, a
previsão é de um aporte de R$ 4,2 bilhões, um aumento de 69% em relação a 2022.
Criado em 2004, no primeiro mandato do presidente Lula, o
Programa Farmácia Popular se consolidou como um dos principais instrumentos de
acesso a medicamentos para a população de baixa renda. Em duas décadas,
beneficiou mais de 72,5 milhões de brasileiros, funcionando em parceria com
farmácias privadas para complementar a oferta do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com a retomada e ampliação do programa a partir de 2023, o
governo federal reforça o compromisso com a assistência farmacêutica,
garantindo que mais brasileiros tenham acesso a medicamentos essenciais. Nos
últimos dois anos, cerca de quatro milhões de novos beneficiários foram
incluídos no Farmácia Popular, reafirmando a importância da política pública
para a população mais vulnerável do país.
Para ampliar a rede credenciada, o governo federal
estabeleceu um novo processo de credenciamento. Farmácias localizadas em
municípios ainda não atendidos podem se inscrever, desde que cumpram os
requisitos exigidos. Entre os documentos necessários estão:
Comprovante de CNPJ com CNAE específico (4771701 e 4771702);
Registro na junta comercial ou certificação digital;
Licença sanitária estadual ou municipal;
Autorização de funcionamento emitida pela Anvisa;
Certidão de regularidade fiscal junto à Receita Federal;
Certificado de regularidade técnica emitido pelo Conselho
Regional de Farmácia;
Documentação do representante legal e do farmacêutico
responsável;
Comprovante de conta bancária da empresa.
Para mais informações e inscrições, os interessados podem
acessar o portal do Ministério da Saúde: www.gov.br/saude.

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