Saúde

Os perigos do uso de cigarros eletrônicos para saúde

O uso de vape, também conhecido como cigarro eletrônico, pode causar diversos problemas de saúde, como danos pulmonares, problemas cardiorespiratórios e dependência química.

Embora a ANVISA tenha proibido a importação, comercialização e propaganda de cigarros eletrônicos, o uso do vape vem se tornando popular entre jovens e adultos, sob argumento de uso recreativo, sendo também encontrado casos de uso por menores de idade em escolas, principalmente em colégios privados devido o vape ser um equipamento que varia entre R$60 e até R$600.

Os principais riscos do consumo do cigarro eletrônico apontam também para o agravamento e surgimento de casos de depressão, ansiedade, déficit de atenção e hiperatividade entre jovens e adultos, fato que preocupa psicólogos e pedagogos diante do uso acentuado do cigarro eletrônico associado ao uso excessivo de telas diariamente por alunos em idade escolar, o que pode refletir na queda de rendimento de aprendizagem.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), os principais sintomas de agravamento de problemas de saúde por uso de cigarros convencionais assim como cigarros eletrônicos são tosse, dor torácica e dispneia, além de dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, febre, calafrios e perda de peso. 

O uso cada vez mais frequente do cigarro eletrônico, principalmente entre os jovens – que curiosamente não se intitulam fumantes –, é motivo de preocupação tanto para os pais quanto para os órgãos de saúde. Afinal, esses dispositivos levam nicotina e substâncias tóxicas aos pulmões, além de promover danos e complicações ao sistema respiratório e cardiovascular.

Outro fator muito sério quanto ao risco do uso do cigarro eletrônico é que esse se tornou um dispositivo de fácil acesso aos adolescentes, que ainda estão com o sistema nervoso em desenvolvimento. Assim, a nicotina e as substâncias ali presentes têm potencial de desencadear anormalidades no desenvolvimento cerebral.

O cigarro eletrônico não é eficiente para quem deseja parar de fumar

Um dos argumentos comerciais para impulsionar as vendas do cigarro eletrônico é que seria um recurso para aqueles que desejam parar de fumar, mas que têm dificuldades de interromper o vício abruptamente. Porém, não é o que se tem notado na prática, pois alguns dos aditivos aromatizantes contém pirazina, uma substância que reduz os efeitos irritativos desagradáveis da tragada, dificultando ainda mais a cessação do tabagismo.

Além disso, os vapes são considerados uma “porta de entrada” para o vício do tabagismo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o uso desse dispositivo aumenta em três a quatro vezes a probabilidade de experimentar e usar o cigarro convencional. Ou seja, a realidade é justamente o oposto do que foi proposto.

Riscos do uso de cigarro eletrônico

O sabor adocicado do cigarro eletrônico engana muitas pessoas, que chegam a pensar que se trata de um hábito menos danoso do que o cigarro convencional. Mas, isso não é verdade. Aqueles que usam vapes estão mais predispostos a desenvolver diversos tipos de câncer (principalmente de pulmão, esôfago, estômago e bexiga), doenças pulmonares como o enfisema e doenças cardiovasculares

Além disso, por suas partículas serem mais finas do que os cigarros manufaturados, elas podem alcançar estruturas mais profundas dos pulmões, como os alvéolos, e cair na circulação sistêmica, aumentando assim o risco de doenças cardiovasculares e óbito. 

Já o uso do cigarro eletrônico por muitos anos predispõe o paciente a desenvolver enfisema pulmonar, uma doença degenerativa crônica que causa dificuldade respiratória e uma sensação de falta de ar que vai se tornando constante conforme a doença progride.

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