O que esperar da Câmara Municipal de Itapeva para 2025?
A nova composição da Câmara Municipal de Itapeva para
legislatura 2025/2028 demonstra que o eleitorado municipal continua fidelizado
à vereadores que são experientes aos velhos modelos de fazer política
A baixa renovação nos quinze assentos do parlamento de
Itapeva também não significa aumento da qualidade e melhoria no modo de fazer
política, pois houve apenas 1/3 de vereadores sendo eleitos, ou seja, apenas 5
vereadores exercerão o primeiro mandato.
A principal característica é que houve aumento dos
vereadores midiáticos para essa legislatura, o que aponta para um eleitorado
que consome e pensa em política apenas por meio das redes sociais, com
tendência de ser facilmente convencido a pensar nos problemas e mobilizado para
debates que envolvem o governo do município apenas a partir de assuntos
polêmicos lançados nas redes sociais. Assuntos polêmicos que causam apenas
manifestação de reclamações sem nenhum encaminhamento positivo para solução dos
assuntos tratados na maioria dos casos.
Outro destaque é que não houve nenhuma alteração ideológica
significativa no perfil dos vereadores eleitos, predomina ainda na Câmara
Municipal vereadores conservadores e com forte tendência às práticas da
política de compadrio e clientelismo.
Perante esse perfil dos agentes eleitos para exercício de
mandato no Poder Legislativo haverá novamente na Câmara Municipal baixa adesão
e compreensão técnica sobre assuntos administrativos internos da Prefeitura e
resistência sobre políticas públicas inovadoras para população, tornando o
debate administrativo municipal sempre a mesma repetição de conceitos
ultrapassados por parte dos vereadores mais antigos, os quais não surtem
efeitos benéficos para o governo da cidade.
Diante disso, com um grupo em torno de seis vereadores que
representam o passado político de Itapeva, com mais de um mandato, associado a
um grupo de vereadores que estão em segundo ou primeiro mandato, toda essa
condição estabelece nenhuma probabilidade de haver alternativa ao modus
operandi tradicional de embates enviesados contra do Poder Executivo. Em última
análise, não há menor perspectiva que a promessa de diálogo harmônico entre
Poder Legislativo e Poder Executivo venha a prosperar durante essa legislatura.
Por mais que exista o pseudodiscurso de esforços para mudar
essa dinâmica por meio da "união do Poder Legislativo e Poder
Executivo", esse discurso não passa de embuste, sem nenhuma validade
prática.
A principal fonte de política municipal que deveria ser
compreender as tensões entre o que é possível fazer diante das necessidades do
município para coletividade e como deve ser feito dentro das possibilidades
administrativas e financeiras do governo. Os eleitos do Legislativo passam
longe dessa premissa, pois preferem sempre adotar a metodologia de conquistar e
permanecer nos mandatos a qualquer custo, sem mudar suas crenças e retórica
enviesada.
Como essa velha tática vem sendo praticada como estratégia
consolidada há tempos, gerando a reeleição quase automática de muitos
vereadores, por quê mudar?
O povo que reflita sobre isso para mudar como entende a
forma e conteúdo de como a política municipal vem sendo praticada e
principalmente como compreende as dificuldades da vida da população em
diferentes localidades do município.
Caso contrário mudará apenas os nomes dos vereadores e
prefeitos no decorrer do tempo, porém nada mudará realmente na política de
Itapeva. "Nada muda se nada muda".

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